sexta-feira, 4 de abril de 2014

O JULGAMENTO DO CRENTE



O JULGAMENTO DO CRENTE

2 Co 5.10 “Porque todos devemos comparecer ante tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.”

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de Cristo”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus.

No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.

(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; = 1 Co 3.12-15; = 2 Co 5.10; ver Ec 12.14 nota).

(2) Esse julgamento ocorrerá quando Cristo vier buscar a sua igreja (ver J0 14.3 nota; cf. 1 Ts 4.14-17).

(3) O juiz desse julgamento é Cristo (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2 Tm 4.8, cf. “Juiz”).

(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1 Co 3.15; cf. 2 Jo 8);

de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1 J0 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida (1 Co 3.13-15).

Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação.
E um julgamento de obras.

(5) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. phaneroo, 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade,

(a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16),
(b) nosso caráter (Rm 2.5-11),
(c) nossas palavras (Mt 12.36,37),
(d) nossas boas obras (Ef 6.8),
(e) nossas atitudes (Mt 5.22),
(f) nossos motivos (1 Co 4.5),
(g) nossa falta de amor (Cl 3.23—4.1) e
(h) nosso trabalho e ministério (1 Co 3.13).
(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus (Mt 25.21,23; 1 Co 4.2-5)

e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).

(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1),

Mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; = 1 Co 3.15;  2 Co 5.10).

As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados (Hb 6.10):

“cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8).

(8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1 J0 2.28),

Aprovação divina (Mt 25.21),
Tarefas e autoridade (Mt 25.14-30),
Posição (Mt 5.19; 19.30),
Recompensa (1 Co 3.12-14; Fp 3.14; 2 Tm 4.8)
E honra (Rm 2.10; cf. 1 Pe 1.7).

(9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (5.11; Fp 2.12; 1 Pe 1.17),

E levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1 Pe 4.5,7),

A viver em santa conduta e piedade (2 Pe 3.11)

E a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2 Tm 1.16-18).



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bíblia de Estudo Pentecostal